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Boca 45 "Vertigo Sounds" Unique
O segundo álbum de Scott Hendy, no papel de Boca 45, é brilhante. Disco ousado e desafiante, é trabalhdo sobre uma base funk/hip hop experimental, com a música a ser feita de músculo e nervo, sobrevivendo numa atmosfera de ambientes cinematográficos, desenhos animados e paixões assolapadas. Em Vertigo Sounds os instrumentos sucedem-se, abrandam para recuperar fôlego e voltam a disparar ritmos irresistíveis, justificando a 100% o título da obra. O sobressalto e a fusão são assim constantes, com as vocalizações de Kelvin Swaby, Marc Gouvin, Emskee, Stepchild, Tammy Payne, Monkey Moo, MCs Profile, Retna e Reds , a aumentarem o frenesim dos instrumentais soul-funk-rock e os sorrisos na face de quem ouve.


V/A "Amê - Mixing" cd Sonar Kollektiv
Depois da primeira experiência Mixing da autoria dos Jazzanova, chegou agora a vez de Âme, projecto de Frank Wiedemann e Kristian Beyer. Repleto de peças ecléticas, esta compilação abarca uma panóplia de estilos que remetem para as pistas de danças, mas que pretendem ir mais além. Bases sonoras depuradas flúem, materializando uma diversidade de elementos que sintetizam o antigo e o novo, cruzando house, disco ou tecno. Entre as pioneiras viagens tecno de Laurie Spiegel nos anos 70 e o novo don do deep house Henrik Schwarz (a remisturar Coldcut), Carl Craig e Derrick May apresentam novas visões de originais de Jonny L e Funtopia, enquanto que os franceses Château Flight e o chileno Lucien-N-Luciano surgem em devaneios electrónicos plnantes, sem esquecer Ben Westbeech, a nova coqueluche da editora Brownswood de Gilles Peterson.


V/A "Secret Love 3" cd Sonar Kollektiv
Com o terceiro volume da compilação Secret Love 3 , os Jazzanova e Resoul confirmam estar atentos às movimentações que os rodeiam. Longe das pistas de danças existem outras realidades que procuram evidenciar e destacar. Expondo originais de Mocky, Donna Regina, Fujiya & Miyagi, Fink, José Gonzalez, Micah ou Clara Hill apresentam propostas de enorme simplicidade e suavidade que fazem imaginar bucólicas paisagens campestres. Descobre-se, assim, a banda sonora perfeita para, no aconchego do lar, acompanhar a estação outonal que agora se inicia.


MIcah"Everything" cd Accidental
Micah Gaugh é uma força da natureza. Estruturalmente tranquilo, irónico, subtil, subversivo e versátil - a esta combinação intensa não resistiu Matthew Herbert, que o convidou a estrear-se na sua editora - demonstra a capacidade de liderar vocalmente um conjunto de canções que evocam diferentes latitudes díspares e o fazem percorrem os melhores territórios alguma vez trilhados por Tricky, Prince ou Cocteau Twins. Mas, delineando o seu próprio trilho, e compactando-o com intervenções vocais e musicais invulgares, envoltas em sensibilidades electrónicas, r'n'b, pop ou hip hop que marcam, e reflectindo enorme tensão e dinamismo. Ou seja, simplicidade e eficaz. Tudo definido com o auxílio do venerável Arto Lindsay, no capítulo da produção. E isso é muito.


Marsmobil "Minx" cd Compost
Ao segundo álbum dos Marsmobil sente-se o efectivar da experimentação como objecto de procura de novos caminhos. Por entre instrumentais cadenciados e canções harmoniosas podem ouvir-se criações pop retrofuturistas, onde se vislumbram-se ecos de Air, Beatles ou Stereolab, num todo que confirma a versatilidade e o virtuosismo do seu autor, Roberto Di Gioia, a quem se junta Martine Rojina com a sua sugestiva voz. A fazer lembrar fantasias de tons suaves, Minx foi editado em conjuntas pelas editoras Compost e G-Stone, tendo como mais-valia ter sido produzido por Peter Kruder (K & D, Peace Orchestra, Voom Voom) e Christian Prommer (Fauna Flash, Trüby Trio, Voom:Voom). Um must.


Dwight Trible "Living Water" cd Ninja Tune
Publicado nos EUA em 2004, só agora Living Water é editado na Europa. Pela mão da Ninja Tune é assim desfeita uma injustiça do tamanho do mundo, que impediu que a Europa tivesse acesso privilegiado a uma das grandes vozes negras da actualidade. Partindo do jazz de tradição clássica e de abordagens ligadas ao spoken-word, Dwight Trible desenvolveu um trabalho inventivo que reflecte uma estética sonora sedutora de fragrância contemporânea. Numa espécie de caldeirão jazz futurista, onde tradição e modernidade se combinam, este sedutor sacerdote da voz converte canções poderosas, de enorme espiritualidade e luminosidade, em orações profundas. Um disco estonteante.


Smoove "Dead Men's Shirts" Acid Jazz cd 15€
O álbum de estreia de Smoove chama-se "Dead Men's Shirts" e a explicação, que contribui para o charme do conjunto, resulta do vício melómano reforçado pelo "beat digging" ? a sempiterna busca de batidas ou momentos de discos que possam ser objecto de samplagem e reutilização na composição de um tema original. E é por isso que juntamente com a paixão pela música, Smoove desenvolveu uma obsessão por camisas, porque nas lojas de discos em segunda mão que o artista frequenta há à venda, habitualmente, camisas usadas a cumular as pilhas de vinil.
Um dia encontrou um álbum de Ramsey Lewis e uma camisa indescritível e foi então que lhe deu para especular sobre as probabilidades de a camisa pertencer a Ramsey Lewis, e daí até arranjar um título para o seu disco foi um ápice. Já se sabe, uma coisa leva a outra... e há coisas absolutamente diabólicas, como o groove demolidor e respectivas linhas de baixo tonitruantes que "Dead Man's Shirts" propaga num raio de muitos quilómetros. Funk, soul, jazz, hip-hop, latinidades, tudo alimentado por breakbeat lançado com atitude, ritmo, imaginação, conjugando, entre outras coisas, elegância e suor, modernidade e classicismo.
"Dead Men's Shirts" é um disco com uma canção absolutamente brilhante ("The Revolution Will Be Televised"), secundada por um lote que oscila entre o muito bom e o bom, mas o factor mais relevante nestes tempos em que o single é que mais ordena, e convence, destaca-se a coerência, solidez e qualidade do disco enquanto um todo. Smoove não inventa nada (nem é preciso). Diverte-se, dança, compõe linhas de baixo e sopros inspirados, usa vozes e samples com intencionalidade e embrulha ritmos e melodias que nos deixam agarrados do princípio ao fim.


Fink "Biscuits For Breakfast" Ninja Tune cd 15€
"Pense grande, pense Fink" Maria Ramos Almeida in CM

". mas há a espessura dramática de clássicos como Nick Drake ou Tim Buckley, o mesmo sentido poético que se liberta das peças preguiçosas de cor blues compostas por Tommy Guerrero." 7/10 Vítor Belanciano in Público

"E, de facto, da envergadura dos clássicos que se trata". "Porque uma voz falsamente tranquila e uma estratégia cénica e instrumental pensada para a satisfação dos «serviços mínimos» chegam para exprimir a dimensão de uma alma inquieta onde a emoção se faz música sobre o legado de blues, rock, soul e folk" Riacrdo Saló in Expresso

Depois de um primeiro disco mais experimental, os gira-discos foram trocados pela guitarra acústica para uma jornada pessoal de canções brilhantemente executadas em que se mistura o folk, blues, soul e alguns tons de dub.
Liricamente os temas abordados nas canções: amor, sexo, perda, maus empregos são tratados com tal atenção ao detalhe e com sentimentos tão genuínos que ganham asas.
Este é disco delicado como a filigrana, de atmosfera misteriosa que vai resistir à passagem do tempo porque as suas raízes baseiam-se no que de mais importante há na música, a escrita honesta de canções.

   

Spank Rock " YoYoYoYoYo " Big Dada cd 15€
Apesar da incrível capacidade criativa inerente ao hip hop, da sua capacidade de gerar novos estilos e de se reinventar, não é todos os dias que qualquer coisa genuinamente fresca aparece. Bem vindos ao disco de estreia dos Spank Rock "YoYoYo", um disco como nada o que ouviu até agora onde se cruza hip hop tradicional com electro, tecno numa mistura equivalente a TNT.

"Brilhante!!! De Baltimore e NYC chega este duo que parece não querer construir barreiras para o seu som."

"Junte-se a isso uma sensibilidade musical fora do comum, um flow que não lembra ao diabo e obtém-se o primeiro grande disco do ano"
RMA in Dance Club

". o albúm dos Spank Rock é mais um exemplo do hibridismo sem preconceitos, livre, feito dos ingredientes que fazem a cintura mexer de forma diferente. Música incestuosa e maleável, mais uma metamorfose do hip hop, feita de fraseados vocais mais debitados que cantados, baixos encorpados, sons digitalizados que parecem saídos de uma consola de jogos vídeos e desbocadas mas bem humaradas."
8/10 Vitor Belanciano in Público

   

Loka "Fire Shepherds" Ninja Tune cd 15€
Desde a estreia dos Loka na compilação "Xen Cuts" que era ansiosamente esperado o primeiro longa duração do grupo. Pois, a espera acabou. E desde já se pode dizer que a espera valeu a pena. "Fire Sheppards" é um disco fora do seu tempo, imune a modas. Tal como com os Cinematic Orchestra pode dizer-se que ambos os grupos nutrem uma especial paixão por bandas sonoras de filmes e tal como Jaga estão preocupados com o ponto em que ritmo deixa de ser genérico para ser o propulsor da música. Estranho, encantador e fora de qualquer classificação "Fire Sheppards" não deixa ninguém indiferente. "Fire Sheppard" é um álbum que cruza elementos de jazz espiritual, belíssimos arranjos de cordas, ruídos sinistros e ecos de electrónica num todo coeso e extremamente orgânico" **** RMA in Dance Club

   

Nor Elle "Kombology" Mole cd 15€
Esta é a última edição da Mole Listening Pearls , tornada conhecida com os primeiros discos do De-Phazz e que tem ao longo dos anos mantido uma elevada qualidade nas suas edições." Kombology " é uma novela espiritual musical que embala a alma e a consciência com os seus sons electrónicos épicos e quentes, que emanam das colunas em direcção ao céu azul e vozes que são reflectidas no horizonte como miragens dos mais belos recantos do mundo.
Sons que funcionam como um banho de espuma quente, calmo e relaxante, em que os ritmos acariciam suavemente o corpo, dão origem a um dos mais perfeitos discos de downbeat alguma vez feitos e a um clímax em cultura sonora, virtuosidade e calma.
Para todos os amantes de grupos como os Bliss e altamente recomendado por José Padilla (Café Del Mar).

   

The Love Substitutes " More Songs About Hangovers and Sailors " Heaven Hotel cd 15€
Os The Love Substitutes são um banda constituida por dois ex guitarristas dos Deus , Craig Ward e Rudi Trouvé, também conhecido pelos Kiss my Kazz, e pelo actual guitarrista Mauro Pawlowski. " More Songs About Hangovers and Sailors " apresentasse-nos como um disco de rock underground, decadente, enérgico, denso, eclético com incursões folk e country onde são notórias influências de Captain Breefhart, Jesus & The Mary Chain, Pixies, Nick Drake, Blue Nile entre muitas outras. Um disco a pedir audição urgente por todos os seguidores de Deus e não só.

   

Cordion "Motifs" Beat Service cd 15€
A música electrónica escandinava não pára de nos surpreender. Os Noruegueses Cordion, retomam a linguagem electro-acústica, desenvolvendo-a em termos de composição e estrutura de modo a atingir novos patamares sonoros. A combinação de instrumentos acústicos (piano, violoncelo, acordião, guitarras), vozes com sons electrónicos e a mistura do método de escrita da canção tradicional com técnicas de produção experimental, ajudam a desbravar novas fronteiras musicais.
O interesse em música ambiental para filmes e música folk é patente ao longo de todo o disco e dá origem a um registo de pop/folk electrónico polido e melodioso na melhor tradição da música electrónica Escandinava.
A descobrir urgentemente.

   

Up, Bustle & Out "City Breakers..." Collision 15€
"City Breakers..." é o melhor álbum dos Up Bustle and Out e é bastante bom. Bem avisavam eles em 1994, que "The Breeze Was Mellow (As The Guns Cooled In The Cellar)"...
Depois da escola e do caldeirão de Bristol, sob o signo Ninja (Tune), os Up Bustle and Out sulcam as rotas do reggae e dub, com muito hip-hop e sons latinos, cordas e metais, esticados e bem enrolados, espreguiçando-se ao sol com vista para o mar de sons que transborda das Caraíbas para a América-Latina e que evoca, por momentos, as manobras de downtempo narcótico que alicerçaram o trip-hop.
Entre golpes de rins e de langor, ou vice-versa, é a mestiçagem que serve de método de compilação de instrumentos, breaks'n'beats, esporádicos found sounds/samples, celebrando o feliz casamento de ritmos, melodias e vozes ? com os microfones a vibrarem no soul/rap de MC Blaze e na dub poetry rasta de Ras Jabulani. Na regência, está o espírito acutilante de Rupert Mould aka Señor Rudy. É ele o primeiro a suar a t-shirt do Che e a lançar achas para a lenta fogueira da revolução, primeiro pessoal, e depois logo se vê... Ao sétimo álbum de originais, a obra, prima por muitas e boas canções, instrumentais e ainda algumas remisturas de bónus, e até a tabla de Nitin Sawhney como isco para as "massas".

   

Nightmare's On Wax "In a Space Outta Sound" Warp cd 15,50
O novo álbum dos Nightmares On Wax chama-se "In A Space Outta Sound" e cumpre as expectativas. Ao quinto disco de orginais, George Evelyn mantém-se fiel á moldura de soul/funk/reggae dub sofisticada, apostando em ritmos downtempo, com etiqueta cool, mas entreabre algumas possibilidades de desvio estético e contaminações várias pelos acervos da América Latina, Caraíbas e Africa e até recorre a um encantador de serpentes... Persegue o groove, encontra-o e sustenta-o sobre uma linha de acção musical que experimenta pouco mas pela certa, sem inventar nada mas garantindo uma banda sonora (de chill out de qualidade inquestionável) para quaisquer ocasiões.

"George Evelyn tem razões para sorrir. O seu novo disco como N.O.W. In a Space Outta Sound prova que nem todo o chill out contemporâneo é desinteressante."

". com atmosferas reggae e batidas hip-hop a funcionarem como estrutura de suporte de samples de música negra, faz de uma produção sumptuosa a sua principal arma, enfantizando aí a envolvência de linhas de baixo circulares e a sensualidade das vozes de Chyna B., Sara Garvey e Mozez.
7/10 Pedro dias da Silva in Blitz

"Mas contém invenção formal, espessura dramática e sentido poético como não se lhe ouvia à uma eternidade. E o perfume de liberdade que dele se desprende não tem preço.
Ricardo Saló in Expresso

   

Harvey Lindo "Kid Gloves - A Modaji Longplayer" cd Compost 15,00 €
Na Laws of Motion, sob o nome de Modaji, Dominic Jacobson foi um dos nomes mais importantes nas mistura do soul com jazz e broken beat. Depois de dois discos, o fecho da Laws of Motion, levou-o ao Japão para mais uma bem sucedida aventura musical.
"Kid Gloves - A Modaji Longaplayer" apresenta-nos um som mais virado para o hip-hop, um hip-hop polido com laivos de soul que recebeu a aclamação da critica no Japão, onde foi lançado em Julho de 2005, chegando agora a altura de ser lançado na Europa pela Compost Records.

 

Headman "On" cd Gomma Records 15,00 €
Headman é uma figuras chave do novo movimento disco. Depois de em 2005 ter feito remisturas para Franz Ferdinand, Royksopp, Yello, Roxy Music, Scissor Sisters entre outros chega agora o novo albúm. Dizer que é apenas um disco de electro/disco é um rótulo muito redutor para tão vibrante música. Headman faz uma versão muito especial de disco, em que combina o som orgânico dos rock dos anos 70 com a energia do house dos anos 90. Um cocktail explosivo de energia que merece ser descoberto com urgência.

   

The Invisible Session "The Invisible Session" cd Schema
"Invisible Session" é a mensagem sob a forma de música de três músicos italianos, Luciano Cantone (co-fundador da Schema), Paolo Fedreghini e Marco Bianchi.
Depois de vários meses a comporem música juntos, compartilhando os seus conhecimentos, os três decidiram deixar fluir as suas concepções para a linguagem musical. Tendo o Jazz como fio condutor e com influências Gospel e Blues são nos apresentadas dez composições em que os diversos géneros musicais se inter cruzam dando vida a uma força única.

   

Soulphiction "State of Euphoria " cd Sonar Kollektiv
Michel Baumann não é nenhum novato. Depois de 12" em editoras como a Pokerflat, Playhouse, Perlon e G-Stone chegou a vez de dar largas às suas influências hip hop, soul com o seu projecto Soulphiction. E que melhor sítio para editar tal disco que a Sonar Kollektiv, a editora de todas as coisas electrónicas/soul em que mais uma vez a fusão de soul, jazz e hip hop vem honrar o já de si longo catálogo da editora
"Não irá abalar as estruturas incertas da pop, mas eis um álbum que não merecia passar despercebido no meio do mar de edições irrelevantes que todas as semanas se acumulam."
7/10 Vitor Belanciano in Público

   

Alif Tree "French Cuisine" Compost 15 €
Por detrás do nome Alif Tree esconde-se um francês que se considera um cozinheiro de mente aberta, defensor do estilo de vida à francesa. Tal como a boa cozinha, um bom disco resulta da mistura de influências e da maneira como elas são trabalhadas. A mistura de sons acústicos com sons electrónicos, o uso de vozes como Shirley Horne, Anna Karina, Nina Simone, a homenagens a Franz Schubert (The Opus 100 Interludes) e Steve Reich (Mélismes Extatiques), todos estes universos são trabalhados com sabedoria por Alif Tree. "French Cuisine", situado entre o trip-hop clássico e o jazz electrónico, tem, tal como a cozinha francesa, como objectivo principal o puro prazer.

   

V/A "Isar Gold " cd Compost 15 €
Se, durante anos, Berlin deu a conhecer ao mundo o melhor da música House, chegou a vez de outra cidade alemã, Munique, ser musicalmente reconhecida, ou melhor relembrada, pela currente musical que animou as festas dos anos 80, o disco. O actual ressurgimento do disco, protagonizado por editoras como a Compost, Gomma, Gigolo, Disko B, dá a origem a "Isar Gold", uma combinação de clássicos de culto, preciosidades por descobrir, e temas inéditos. Banda sonora ideal para uma viagem imaginária a Munique incluí um "party guide" com os bares e clubes em voga.

   

Who Made Wo
“Piadas óbvias? Postura pouco séria? Sim eles também são isso. Simplesmente, tal pouco importa quando, ao fim de várias audições , nada disto cansa. E esse, como se sabe, é o sinal de mais óbvio de um grande disco” 8/10 Ricardo Raínho in Blitz Um dos melhores discos de 2005, aclamado pela crítica internacional.



   

Sylvain Chauveau
Que os Depeche Mode são umas das bandas mais influentes do mundo já se sabia. Que a sua música electrónica pudesse ter uma releitura completamente acústica é que é novidade. Sylvain Chauveau e o seu Ensemble produzem versões acústicas de alguns dos temas mais conhecidos dos DM, em que os originais, electrónicos, são completamente transformados em fantásticas suites acústicas. Inclui versões de Stripped, In your Room, Never Let me Down Again e The Things you Said entre outras. Dê a conhecer a si próprio uma nova faceta da influência de umas das mais conhecidas bandas da actualidade. Obrigatório.

   

Fenomenon
Depois de dois Ep’s para a Nuphonic e um cd os Noruegueses Fenomenom regressam mais fortes que nunca. Se no primeiro disco as ambiências nu/jazz eram predominantes, neste segundo trabalho a ênfase aparece uma faceta soul/funk que vem enriquecer o som tornando-o mais e rico e orgânico. Uma música cremosa, suave e liquida, ou seja, mais um ponto de paragem obrigatória na música originária da Escandinávia.

   

Readymade
Em 2001, “Bold”, o álbum de estreia dos Readymade FC foi recebido com fortes aplausos pela crítica especializada que o consideraram, devido às sua influências hip hop, dub e elctro-pop, com um dos alicerces principais no resurgimento do pop francês.
Em 2005, depois de sessões como DJ nas principais discotecas do mundo e de ter escrito música para os shows de moda da Dior, dá-se o regresso ás edições discográficas com uma fabulosa colecção de canções. Bem vindos, então, a “Babilonia”, um disco de música intemporal que conjuga a electrónica com variados sons acústicos e onde as participações de vozes como Yael Naim, Feist e David Sylvian vêm enriquecer o já de si brilhante trabalho musical dos Readymade FC. “Babilonia” são canções quentes, aveludadas e elegantemente construídas, um clássico, portanto.

   

Gravenhurst
O multi instrumentista Nick Talbot apresenta-nos o seu quarto cd. Depois de navegar pelas águas da música mais melancólica e baladas acid-folk, temos , agora, uma incursão pelo rock onde se denotam influências de My Bloody Valentine, Slint, Richard Thompson e Velvet Underground. Desde os complexos arranjos orquestrais de “Down River” passando por canções românticas como “Nicole” até hipnóticas explosões kraut-rock de “The Velvet Cell”, “Fires in Distant Buildings” é um dos mais brilhantes discos editados este ano.

   

V/A "Party Keller Vol.2" cd Compost
Segunda colectânea homónima que pretende ilustrar a magia e a força dos eventos dançantes que Florian Keller mantém em Munique. Explorando o groove das sonoridades funk, na combinação com estilos e ritmos tão ricos como soul, hip hop, afrobeat ou reggae, surge um alinhamento repleto de irresistíveis peças musicais contemporâneas que, evocando o passado, puxam pelo corpo apelando à alma. As participações de Poets Of Rhythm (travestidos de Pan-Atlantics), Lefties Soul Connection (numa versão de "Organ Donor" de DJ Shadow), Orgone (a transportarem "Funky Nassau" para os territórios do afrobeat) ou Jacksoul (muito próximo da doçura e suavidade de Terry Callier) convertem este puzzle sonoro de distintas nacionalidades num disco imperdível.


4 hero "Play with the Changes"
Após terem explorado os sons mais acústicos com "Creative Patterns", seis anos depois os 4 Hero regressam com "Play With the Changes". A dualidade musical dos 4hero torna-os verdadeiramente únicos. Influenciados tanto pelo techno underground como pelo soul de Chicago "Play with the Changes" é uma síntese do passado e do futuro. Ao mesmo tempo artificial e orgânico, estranho e familiar, intercalando sons electrónicos com sons ao vivo. Uma sofisticada aventura pelos terrenos da música negra onde delicados arranjos orquestrais e vozes soul se conjugam na procura da canção perfeita.

""Play." traz imaculadas orquestrações, produção imaculada e belíssimas canções. Fantástico"
RMA in Dance Club

"Pelos terrenos da música negra, os 4hero definem padrões que contribuem para a sua renovação"
**** Pedro dias da Silva in Blitz

".sabe bem ouvir alguém como os 4hero, aceitando a mudança e o passar dos anos com enorme serenidade, num álbum de radiosas canções."

8/10 Vitor Belanciano in Público

"Que a expressão final de cada peça privilegie o espírito positivo da música.", ".e espalhe à sua volta um perfume «joie de vivre», já lhe confere o estatuto de bem de primeira necessidade."

Ricardo Saló in Público


Spanky Wilson & the Quantic Soul Orchestra "I'm Thankful" cd Tru-Thoughts
É oficial: Will Holland é workaholic! Só assim se compreende a intensidade da sua produção musical a solo, como Quantic, ou com a sua Soul Orchestra. Não dando sinais de querer abrandar, efectivou uma colaboração iniciada em 2005 com a cantora soul Spanky Wilson, cujo resultado acaba de revelar em I'm Thankful . Sem hesitações a locomotiva continua a progridir a todo o vapor, contaminando os territórios por onde passa e contribuindo para o engrandecimento da carreira do músico de Brighton. Mais uma celebração festiva funk-soul-jazz provocada pela combinação de baixos marcantes, guitarras arranhadas, metais de ardências múltiplas e, desta vez, a grande voz da veterana artista norte-americana, que conta no currículo com ligações a Marvin Gaye, Sammy Davies Jr ou Lalo Schifrin.


TM Juke "Forward" cd Tru-Thoughts
Alex Cowan é um louco saudável. Isso mesmo tem sido explicitado através dos seus trabalhos musicais como TM Juke , Maps From The Wilderness e My Favourite Letters (em parceria com Alice Russell). Neste novo passo não se desviou um milímetro das suas experimentações insanas e registou um disco diverso, inspirado em esquemas jazz, balanços funk, elementos electrónicos e as vozes soul de A. Russell, Elmore Judd ou Sophie Faricy. Se a maioria dos temas se revelam divagações variadas e dinâmicas, o que justifica pontos extra, é essencialmente o groove que exalam que os faz subir mais alto. Mais um acontecimento para os devotos do universo Tru Thoughts.


Nova Dream Sequence "Interpretations - A King Britt Project cd Compost Reconhecido pelo desenvolvimento de abordagens inventivas, onde tem cruzado o classicismo afro-americano com as novas abordagens europeias da música negra, em géneros como hip hop, soul ou house, pela primeira vez no seu percurso, King Britt, o ubíquo mestre de Filadélfia, registou um álbum exclusivamente composto por peças tecno instrumentais. Numa espécie de viagem onde cada tema representa uma auto-interpretação dos seus sonhos, «Interpretations» revela o que de melhor o estilo de Detroit sempre encerrou, reflectindo uma estética experimentalista e única. Numa ponte perfeita entre a sensualidade exalada pelos corpos habitualmente aprisionados pelo género e a sua conhecida agressividade rítmica, num todo que se consome em espirais de prazer.


The Broken Keys : Gravity Tru Thoughts cd
Após Songs For My Funeral Ben Lamdin (aka Nostalgia 77) juntou-se a Natural Self e apostou numa música orgânica de filiação electrónica para urdir Gravity . Em conjunto deram corpo ao The Broken Keys, projecto a partir do qual estabeleceram um harmonioso discurso repleto de sedimentos soul, funk, rock e jazz dos anos 60/70, combinados com os ritmos irresistíveis das criações hip hop. Lado a lado, a inspiração de ontem e o olhar contemporâneo em mais um acontecimento significativo para quem acompanha as publicações da Tru Thoughts e venera as produções de Will Holland (Quantic).

   

Soil & Pimp Sessions "Pimp Master" cd Compost
Pump up the jazz. "Fucking crazy Japanese jazz cats" This is the blow your mind, pimp your jazz attitude release. Some said "Beebop experimental jazz", other the "Beasties of Jazz". They say it's Death Jazz. Jazzmen with tattoo. The truth is: Soil & Pimp Sessions is an explosive innovative jazz band without making compromise. Comprised of six musicians; Shacho (agitator, spirit), Tabu zombie (trumpet), Motoharu (sax), Josei (piano), Akita Goldman (bass) and Midoryn (drums).
At its core, the group is about giving pulsating live performances. Maybe you can see them on rock festivals. SOIL & "PIMP" SESSIONS combine the highest musicianship with the coolest of cool sounds and atmosphere. Their brand of jazz is rough around the edges, unadulterated entertainment and constantly kept at boiling point.
Each member brings his own unique talent and perspective. They originally met at a club event in Tokyo in 2001. The Tokyo club scene was dominated by DJs until SOIL & "PIMP" SESSIONS arrived, breaking the mold as live pioneers.

   

Pretz (Zero 7) "Soundcastles" cd Ilable
Fragile State foi apenas o ínicio.Depois da passagem pelos Zero 7 e do sucesso como Fragile State (mais de 50000 cópias vendidas), Neil Cowley apresenta-nos os Pretz. "Soundcastles" contém alguma da mais emocionante musica instrumental alguma vez ouvida. A mistura de música electrónica com jazz e arranjos de cordas clássicos tudo sob a batuta do piano Rhodes transformam "Soundcastles" numa compra essencial não só para os fans de Fragile State mas também numa compra essencial para todos os fans de música chill-out/downtempo de qualidade.
Pretz significa para o verão de 2006 o que "Quiet Letters" dos Bliss significou para o verão de 2004 - disco lounge do ano.

   

Señor Coconut & His Orchestra "Yellow Fever" cd
Personagem de inúmeros disfarces, o alemão Uwe Smtih volta a travestir-se de Señor Coconut, para nova homenagem musical. Depois de recriados os universos de Krafwerk, Michael Jackson ou Sade à luz de sonoridades latinas, eis que um novo e irresistível álbum de rumba, merengue e cha-cha-cha apresenta uma perspectiva diferente da obra da Yellow Magic Orchestra. Um exercício de diversão séria, em que criações de Haruomi Hosono, Yukihiro Takahashi, Ryuichi Sakamoto - que colaboraram activamente nesta conversão - são alteradas e convertidas em exercícios festivos. Pelo meio, é ainda possível encontrar uma dezena de separadores originais concebidos por Coconut, com a colaboração de Towa Tei, Burnt Friedman, Mouse on Mars, Akufen, Dandy Jack, Schneider TM ou Marina (Nouvelle Vague).

   

Makrosoft " Stereo Also Available In mOno" cd MOS
Aparentemente, os Makrosoft são um projecto mais ou menos obscuro que, alegadamente, conta nas suas fileiras com Rüdiger Esch (Die Krupps) e Trini Trimpop (Manager dos Toten Hosen) e se autofilia na tradição musical electrónica de Dusseldorf, terra dos Kraftwerk, Neu ou Daf.
O disco de estreia, ao que sabemos, dos Makrosoft chama-se "Stereo Also Available In mOno" e transmite-nos, exactamente, essa sensação reconfortante. Segundo os autores, trata-se de pegar no "DNA da música popular e transformá-lo no código universal de um ícone pop moderno, com referências crípticas escondidas sob melodias fáceis e padrões sonoros familiares". Ou, seja, estamos perante mais um bom disco de versões que aposta na subversão sonora, na peugada conceptual se Senõr coconut e Lassigue Bendthaus, Richard Cheese, The Moog Cook Book , XPer XR. e, se quiseremos, num plano anexo de Paul Anka ou Nouvelle Vague.
Com variável e interessante grau de trangressão, e recontextualizando canções dos Velvet Underground, Clash, Iggy Pop, Nirvana, REM, Soundgarden ou Metallica, ou John Lennon, os Makrosoft evoluem em cenários de cocktail electronico para matiné de salsa lounge psicadélica kitsch, intentando ligações perigosas da space age bachelor pop, com ska, western spaguetti, breakbeat, hip-hoppy, jazzy e música natalícia eurovisionária, e ainda qualquer coisa parecida com o crooning, rematadando o acervo com sentido de humor, elemento habitualmente obrigatório em operações deste cariz e envergadura.
O disco tem piada mas não se fica pelo mero sorriso de conveniência. Tem também ideias boas, como a que decorre da percepção de que o funk branco dos Kraftwerk tinha um bom balanço de ska jamaicano e o resultado "Das Modell" ficará para sempre na memória colectiva. Mas as versões com molho western e dinâmica spaguetty são também muito boas. Vale a pena descobrir o universo Makrosoft mas atenção que a Action Figure da capa não está incluída. O que é pena.

   

Kyoto Jazz Massive "10th Anniversary" dcd Compost
Os Japoneses Kyoto Jazz Massive têm razões para celebrar.
Durante 10 anos, para além de serem os padrinhos do acid-jazz japonês, têm vindo a espalhar o perfume do jazz electrónico pelos quatro cantos do mundo com assinalável sucesso. Como reconhecimento, a Compost resolveu editar um duplo cd que reúne remisturas de temas de outros grupos feitas pelos Kyoto Jazz Massive, remisturas feitas por outros artistas, reinterpretações, covers e tributos de alguns dos grandes nomes da moderna música electrónica. Nomes como Quantic, 4Hero, Louie Vega, Reel People, Blaze estão entre os mostram respeito e agradecimento pelo trabalho e dedicaçã dos Kyoto Jazz Massive à causa do Jazz.

   

Who Made Who "Green Versions" cd Gomma
Uma canção é sempre uma boa canção, independentemente do estilo em que é escrita. E é isso que os Who Mad Who fazem, boas canções.
Os temas deste disco foram originalmente escritos para o álbum de estreia dos WHM, editado pela Gomma no Outono passado e que recebeu entusiásticas reacções da público e da critica no ano passado. Enquanto que as versões originais apresentam os Who Made Who no seu lado mais energético (disco/rock futurista), nas Green Versions a banda apresenta-se sob um ângulo completamente diferente em que as mesmas canções são tocadas de uma maneira acústica e melancólica, sem qualquer tipo batida.
"Green Versions" é um disco de canções neo/folk românticas e espacial dedicado não só aos fans da banda mas também a toda a gente que gosta de boas canções.

   

US3 "Schizophonic" cd US3
O quinto cd dos US3 vê o produtor Geoff Wilkinson e os músicos e rappers que habitualmente o acompanham regressarem à tarefa de encaixarem as peças do puzzle jazz e hip-hop num todo único e unificado.
Desde os samples samba de "Kick This" passando pelo sarcasmo hip-hop de "Huff & Puff", da furiosa bateria jazz de "Get Busy" ao soul/jazz influenciado pelos anos 60 de Girls u Like" este é um disco em que as várias tendências da moderna música electrónica se juntam para um som vibrante e hipnótico

   

Silent Poets " Sun" cd New Sound Dimensions 15,00 €
Uma nova era começa .seis anos após a edição de "To Come", o novo álbum do produtor Japonês Shimoda aka Silent Poets está pronto a ser editado. Possuidores de uma longa e rica discografia, neste novo trabalho a ajuda de Shawn Lee (Talking Loud) e Everton Nelson (responsável pelos arranjos de cordas nos discos de Bjork) ajudam a transformar "Sun" em mais um ilustre capítulo do legado musical dos Silent Poets.
"Sun" é uma brilhante mistura de downtempo com hip/hop abstracto situada algures entre dub electrónico dos Massive Attack e os Portishead e onde a voz enfeitiçada de Shawn Lee combina na perfeição com a estética e com a música delicada e intemporal de Shimoda e Alain Ho. Mais um clássico originário no país do sol nascente.

   

Bliss "They Made History" Music for Dreams cd 15,00 €
Ao 3º disco os Bliss embarcam na tarefa de executar a banda sonora para uma série de documentários da Rádio Dinamarquesa. Tal evolução afigura-se como natural. A música dos Bliss sempre foi uma combinação de música clássica, atmosférica, chill out e world music bastante diversificada mas com as características certas para ilustrar um ambiente sem atrair a atenção da parte visual. Não se pense, no entanto, que They Made History é apenas uma ilustração de ambientes. É bastante mais do que isso, é um disco que cumpre brilhantemente a dupla função de banda sonora e disco de originais, tendo ainda a virtude de acrescentar à já de si rica variedade musical dos Bliss um novo factor, a secção de cordas, com 70 elementos, da Rádio Symphony Orchestra.

   

Coldcut "Sound Mirrors" Ninja Tune cd 15 € dcd ed.Lim.17€
Vamos ser claros, com "Sound Mirrors" os Coldcut fizeram o melhor disco da sua já longa e ilustre carreira. A produção nunca soou melhor, as ideias nunca estiveram mais maduras nem tão variadas, nunca uma tão grande quantidade de convidados,(Roots Manuva, John Matthias, Anette Peacock, Jon Spencer entre outros) foi integrada no seu som de uma maneira tão brilhante. O resultado de tudo isto é um disco mais profundo, mais funk e mais inteligente do que a maior parte das produções musicais da actualidade. Numa altura em que o conservadorismo musical reina é gratificante saber que ainda há músicos dispostos a quebrar barreiras e, ao fazê-lo, criam música acessível que transcende qualquer catalogação.

   

Jimmy Edgar "Colorstrip" Warp cd 15,50 €
Jimmy Edgar é aquilo a que se chama um homem dos sete ofícios: fundador e designer da companhia de moda E Fa Min, designer gráfico, músico e produtor. Visto como um líder da nova geração da música electrónica de Detroit, aos 22 anos, é muitas vezes referido na mesma linha de artistas como Juan Atkins, Carl Craig, Derrick May e Drexciya. A sofisticada técnica de programação e uso melódico do sintetizador aliam-se para trazer alma de volta à música electrónica bem como uma certa urbanidade. A descobrir.

   

Harkandy "Leave to Nothing" Catskills cd 15,00 €
Depois de, em 2002, terem lançado álbum de estreia "How do you do Nothing" e de terem sido o principal acontecimento do festival acontecimento do festival Big Chill.No longo processo de criação do segundo longa duração foram recrutados amigos e família numa tentativa de melhorar o já muito bom disco de estreia. As gravações acabaram por ser feitas com o vocalista Sean Clarke, Russ Porter (Limp Twins), Lo Fi Allstars, Will Holland aka Quantic e o lendário profeta folk Terry Callier.
O resultado destas colaborações é "Last to Leave", uma impressionante jornada de soul moderno, gospel, folk mas, acima de tudo, canções sólidas com excelentes convidado e excelente produção.

   

Steve The Scotsman Harvey "The Everyday People Project Vol.1" Expansion cd
Steve Harvey é um músico escocês com alma negra. Demonstrando um absoluto respeito pela tradição, "The Everyday People Project Vol.1" presta homenagem à riqueza e paixão da música negra e mantém-se fiel ao verdadeiro sentido da música soul. No entanto, este respeito pelo passado não é impeditivo de ser um dos líderes de uma nova vaga de músicos soul. Tal facto permitiu-lhe, não só, produzir uma série de novos talentos como ser convidado para participar no disco das lendas, The Temptations. Contando com excepcional naipe de vocalistas e músicos oriundos do melhor que há em LA, "The Everyday People Project Vol.1" apresenta-nos 10 temas cuidadosamente construídos no melhor estilo Motown, que iram constituir uma enorme surpresa, não só pela sua qualidade musical, mas também pelas fabulosas prestações vocais dos vários vocalistas convidados.

 

Battles "Ep C/B" Warp dcd 17,00 €
De editora puramente electrónica, a Warp, tem vindo, nos últimos anos, a diversificar o seu catálogo, editando actualmente bandas tão diferentes como Aphex Twin e Máximo Park. Battles é umas das últimas descobertas. Apoiado em estonteantes actuações ao vivo, o fenómeno Battles começou em Nova York estendendo-se rapidamente a toda costa este, chegando agora à Europa.
"É um daqueles discos onde o rock, a electrónica, a música serial, o jazz, o silêncio e o ruído disputam predomínio sem tentativas de hierarquizar e onde o experimentalismo é a linha condutora. A música é quase sempre precisa, com a pulsação cardíaca, invariavelmente certeira, enquanto bateria e baixo preenchem o espaço em divagações incisivas"
Vítor Belanciano in Público

 

Rosalia de Sousa "Brasil Precisa Balançar" Schema cd 15,00 €
Com "Brasil Precisa Balançar", Rosalia de Souza regressa às suas origens através da redescoberta das suas próprias raízes musicais. Brasil, através da sua cultura e da sua filosofia de vida, chamou Rosalia para um novo mergulho na sua cidade, Rio de Janeiro, donde ela reaparece mais convincente que nunca como uma artista representativa dessa tradição. A cantora brasileira gravou a totalidade do seu novo trabalho na cidade carioca assistida pela sabedoria de Roberto Menescal, um verdadeiro gigante do original movimento bossa, que produziu e arranjou a totalidade do disco. Como consequência disso, o ambiente do disco mudou completamente em relação ao disco anterior, "Garota Moderna", que sendo produzido por Nicola Conte, tinha uma sonoridade mais europeia.
A atenção de Menescal ao detalhe na produção de "Brasil Precisa Balançar"percorre toda a atmosfera de cada faixa, onde Bossa alterna com Samba e onde a execução musical realça a verdadeira natureza da música tanto nas delicadas melodias como nas brilhantes prestações vocais.
Para concluir, "Brasil Precisa Balançar" é um disco refinado, inspirado, genuíno mas intenso. Um regresso às suas origens musicais para continuar a sonhar sobre as notas eternas da música.

 

Quantic "One Offs, Remixes and B Sides" Tru Thoughts dcd 16,00 €
Duplo cd que reúne remisturas feitas por Quantic para outros grupos e remisturas de temas de Quantic feitas por outros artistas, bem como alguns inéditos é mais uma prova do inesgotável talento criativo de Will Holland.
" A prova de que Quantic é incansável"
". reflexo da enorme vitalidade e competência deste Britânico"
Pedro Dias Da Silva in Blitz

"Se ainda havia dúvidas sobre a capacidade de produção de Will Holland, aqui está mais uma prova da sua existência. "
"A ajudar ao sucesso, como remisturados, remisturadores ou colaboradores está gente como Mr.Scruff, UFO, Skalpel ou Óscar Sulley"
Isilda Sanches in Diário de Notícias

"O nível global é elevado, com os procedimentos electrónicos colocados ao mesmo nível dos incentivos do jazz, funk, dub, soul, bossa nova ou cadências latinas e africanas numa música que, seja qual for a origem dos motivos resgatados(temas de Skalpel, UFO, Dublex Inc ou Dynamoe) mantém sempre uma imaginativa e flexível estrutura, perfeitamente indentificável como sendo da autoria de Quantic.

   

Maximo Park
Bastou o single “Apply Some Pressure” e a promessa de um albúm para a imprensa britânica considerar os Maximo Park como a melhor banda inglesa para 2005. Editado em Maio, “A Certain Trigger” entrou directamente para o oitavo lugar do top de albúms. O que faz dos Maximo Park uma banda tão especial; uma das razões será, de certeza, a capacidade da banda em pegar na estrutura da canção pop clássica e subvertê-la a gosto. Os Maximo Park são o perfeito exemplo de música pop e os herdeiros naturais do esplendor dos Smiths. “A Certain Trigger” é O albúm de 2005.

   

Geniuser
Geniuser é um projecto de Michael Allen e de Giuseppe de Bellis , conhecido pela suas colaborações com os The Orb. Michael Allen é conhecido por ser o vocalista de uma das mais lendárias e originais bandas a ter pertencido ao catálogo da também lendária e mítica editora 4 AD, os Wolfgang Press. Autores de uma vasta e brilhante discografia nos anos 80 e 90, o típico som que caracterizou os Wolfgang Press, nomeadamente os ritmos funk electrónicos e a excelente voz de Mick Allen, regressam agora numa versão revista e actualizada.

   

Five Corners Quintet
Depois de Koop, Jagga Jazzist e tantos outros nomes a Escandinávia volta a demonstrar que lidera o mundo musical no que ao Jazz diz respeito.
Five Corners Quintet é uma nova extensão do aclamado colectivo NuSpirit Helsinki.
“Chasin’ the Jazz Gone By” é uma brilhante demonstração de como a produção da actual música de dança pode cruzar-se com a sabedoria do passado dando origem a um disco de jazz com um espírito clássico e moderno. Como vocalista convidado temos o 6 vezes nomeado para os Grammy, Mark Murphy . Isto é o Jazz do futuro